Por: Bernardino Tomo

Mana “Matildinha”! Admiro-te muito como artista, mulher vulcão, poderosa, rainha do pandza e espectáculo em pessoa. Nenhuma boneca de carne chega aos teus calcanhares. Quem não acredita, o problema é dele. Tens muita criatividade e talento para doar, vender e até para reanimar a inveja dos pobres. A tua presença em palco transmite carisma e sorriso rasgado, sem medo do ridículo.

Na fase embrionária da tua carreira musical, parecias uma miúda muito inocente, mas depois de teres sentido o sabor da fama e os infinitos elogios, toda a tua inocência transformou-se em malandrice exacerbada. Atingiste o limite do inadmissível e de sobrevivência artística que se confunde com pesadelo. Tu não és maluca, “piriguete” ou bandida, tal como muita gente pensa.

Mana! Já tiraste o sutiã e esfregaste os teus seios no rosto de um colega, no Reality show, Big Brother Angola e Moçambique; transformaste a mesa numa pista de dança; fizeste um show ridículo dentro de um caixão e, inúmeras vezes, cantaste semi-nua. Tudo isso, por causa da fama e vontade de tatuar o teu nome na língua laminada de certas pessoas.

A tua aparição, em público, baralha toda estrutura organizativa de qualquer evento, cria “fofoquice” e gera uma série de vocabulários que só reduzem a tua imagem. Qual é o prazer que tu sentes quando vês milhões de pessoas a falarem mal de ti, por causa dos teus escândalos?

Recentemente, apareceste dentro de um vestido com marcas de freira e uma bazuca na mão. Na qualidade de teu fã, sinceramente, sinto-me completamente escandalizado e até já desisti de escutar as tuas músicas, principalmente aquela intitulada “Boa Mulher”. De boa mulher, em termos artísticos, não tens nada. Naquele dia, não parecias uma freira que se casou com a igreja e com Deus, mas sim, uma “rafeira” que se casou com bebida, cigarro e diabo. O que te levou a sujar a imagem da igreja católica daquele jeito? Dentro dos próximos dias, espero ouvir as razões de fundo que ditaram a realização daquele espectáculo bizarro, ofensivo e sem nenhum enquadramento com o tipo do evento, uma situação que colocou em causa os conceitos de pompa e ostentação.

Por causa desta aparição, em todas as esquinas da cidade e nas redes sociais, as pessoas só falam da febre “matildice” que afecta os olhos, ouvidos e a boca.

Em 2017, criticaram-te por causa de um vestido muito picante. Não era preciso lupa/binóculos para ver os retalhos da “nhama” que estavam no interior do mesmo. Em 2018, tentaste melhorar a qualidade do tecido (sem trazer ao relevo as tuas parte íntimas), mesmo assim, o teu diabo escondeu as tuas pernas e obrigou-te a usar um vestido com marcas de freira para desafiar os cristãos.

Da próxima, cria a tua gala. Mas, primeiro tens de abandonar a carreira de cantora. Sugestão de nomes: GALA MATILDINHA, GALA MULHER MESA, GALA MULHER CAIXÃO OU GALA MULHER SUTIÃ.

Escrevo-te com uma lágrima no canto do olho, na esperança de, um dia, ver-te transformada. Quero voltar a ser o teu fã.

Abraços!

 

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